Por que você repete padrões de relacionamento com pessoas que te fazem mal?
- Beatriz Cristina

- há 5 dias
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Muitas pessoas chegam à terapia com uma pergunta que, às vezes, vem acompanhada de vergonha:
“Eu já sabia que não ia dar certo… mas fui mesmo assim.”
Ou então:
“Por que eu sempre me envolvo com o mesmo tipo de pessoa?”
Por que repetimos padrões de relacionamento?
A sensação é de repetição. Como se a história mudasse de cenário, mas o enredo fosse sempre parecido, como se você estivesse preso em padrões de relacionamento que se repetem.
Relações que começam intensas e, aos poucos, vão se tornando desgastantes. Falta de reciprocidade. Dificuldade de se posicionar. Medo de perder o outro.
E mesmo percebendo tudo isso… algo sustenta a permanência.
Isso não acontece por falta de consciência.
Na maioria das vezes, a pessoa sabe. Mas não consegue agir diferente.

Na Gestalt-terapia, entendemos que não nos relacionamos apenas com o outro que está diante de nós, mas também com formas de contato que fomos construindo ao longo da vida.
Aprendizados silenciosos:
o quanto posso pedir
o quanto posso ocupar
o quanto preciso me adaptar para não perder
Essas formas não são escolhas conscientes. São modos de se ajustar, muitas vezes necessários em outros momentos da vida.
O problema é quando continuam se repetindo…mesmo quando já não fazem mais sentido.
Por que é tão difícil sair de relações que fazem mal?
Por isso, sair de uma relação não é apenas uma decisão racional.
É também atravessar medos:
de ficar só
de não ser suficiente
de não encontrar outra possibilidade
Como a psicoterapia ajuda a mudar padrões de relacionamento

Na psicoterapia, esse movimento não é forçado. Ele é construído.
Pouco a pouco, a pessoa começa a perceber: onde cede demais,onde se cala,onde permanece, mesmo já tendo ido embora por dentro.
E talvez, com o tempo, algo mude.
Não porque o outro mudou.
Mas porque a forma de se relacionar já não é a mesma.
Se você percebe padrões de relacionamento que se repetem nas suas relações, talvez esse seja um bom momento para olhar para isso com mais cuidado.
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Beatriz Cristina de Miranda Barbosa
Psicóloga I CRP: 06/182287

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